quarta-feira, 19 de junho de 2013

terça-feira, 18 de junho de 2013

Oi Sandra ! Esta é a situação de Aprendizagem referente ao meu grupo no encontro presencial.

Meu Primeiro Beijo – Antonio Barreto

Indicação: 9º ano

1 – Ativação de conhecimentos prévios; antecipação ou predição; checagem de hipóteses (com aluno).

• Mostrar quadro/foto/obra sobre beijo;

• Questionar aos alunos sobre o que sugere o primeiro beijo? Qual é o significado do 1º beijo na vida de uma pessoa? Qual é o perfil da pessoa que não esqueceria o 1º beijo? É possível esquecer o 1º beijo? Seria o beijo um ritual de passagem da infância para a adolescência? E hoje em dia, com que idade acontece o primeiro beijo?

2 – Localização de informações; comparação de informações; generalizações.

• Fazer um questionamento aos alunos para localizar informações: Quantos anos teriam os adolescentes? Quem contou o relato? Quais seriam as características dos

envolvidos no beijo? E o lugar?

3 – Produção de inferências locais; produção de inferências globais

• Quais os termos desconhecidos pelos alunos?

• O que o autor quis dizer com “letrinha miúda”? (inferência local)

• Qual seria o significado de “glicose do meu metabolismo”? (inferência global).

• O/A protagonista é o autor do texto? Como percebemos?


4 – Recuperação do contexto de produção; definição de finalidades e metas da atividade da leitura.

• Pesquisar sobre o autor (biografia);

• Debate sobre a sexualidade com a finalidade de refletir a respeito do beijo na

adolescência.

5 – Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de

interdiscursividade.

• Mostrar cenas do filme “Meu primeiro amor”.


6 – Percepção de outras linguagens; elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.

• Em “Você é a glicose do meu metabolismo” responda:

- Por que o autor usou a palavra “glicose” ao invés de açúcar?

- Reescreva este bilhete sem o uso da metáfora.

• Discurso oral sobre o beijo. O que significa hoje e em tempos mais antigos (como

acontecia).

Um beijo.
Silvana Garcia de Andrade Pereira
Limeira- SP

Olá Pessoal!

Sou professora de Lingua Portuguesa há um bom tempo,.Sou casada e tenho dois filhos. Adoro minha profissão. Gosto de ler, principalmente românces, gosto de ouvir músicas e também de ir ao teatro. A minha escola é a EE".Prof. Ary Leite Pereira" em Limeira. Sou muito comunicativa e amo fazer amizades. Estou muito feliz por poder participar desse curso.






Situação de aprendizagem : Pausa – Moacir Scliar - Encontro Presencial - Manhã
Publico alvo: 9 ano 
Antes da leitura: 
1 – Ativação de conhecimentos prévios: 
O que vocês sabem sobre crônica? Em que veículo de comunicação o 
texto circula? Vocês conhecem o escritor Moacir Scliar? O que sugere a 
palavra pausa referente no título do texto? De que tipo de pausa vocês 
acham que o texto vai tratar? 
2 – Levantamento de hipótese: 
Quando o personagem vai sair novamente e para onde ele vai? 
3 – Comparação de informações: 
Explique a contradição das expressões: “não há tempo, estou com 
pressa”e “guiava vagarosamente”. 
4 – Percepção de relações e intertextualidade: 
Música: “Cotidiano” Chico Buarque: 
http://www.youtube.com/watch?v=yaaBYtWeKjA
Qual a relação de “pausa” nos dois textos? 
5 – Percepção de outras linguagens: 
Interdiscursividade: 
Propor assistir o filme “Click” em que o protagonista também quer fugir 
de algo. No caso do texto pausa, Samuel faz uma pausa para poder 
descansar, no filme a personagem também pausa o que lhe convém. 
6 – elaborações de apreciação. Valores éticos ou políticos: 
Comente a atitude do marido ao mentir para a esposa todos os domingos. 
É correto? Justifique sua resposta.


Pessoal aqui está a Sequência didática do texto "Pausa" analisado pelo meu grupo no Encontro Presencial em Jundiaí.
PAUSA

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
            —Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
            —Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
            —Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
            —Por que não vens almoçar?
            —Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
            —Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
            —Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
            —Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.
            — Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
            —Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. 
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
            — Já vai, seu Isidoro?
            —Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
            —Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
            —Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.
            —O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

(in: Alfredo Bosi, org. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1977. p. 275)

                                  Relacione o tema do filme Click ao assunto do texto " Pausa " de Moacir Scliar.          

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